BH Airport realiza primeiro exercício simulado de emergência na rodovia LMG 800

Ação tem o intuito de preparar as equipes envolvidas para atender vítimas em casos de ocorrências nas proximidades do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte

 

Para preparar as equipes para atender vítimas em casos de emergência, a BH Airport realiza nesta sexta-feira (30) mais um Exercício Simulado de Emergência em Aeródromo (ESEA). No entanto, desta vez, a iniciativa ocorre na rodovia LMG 800, em frente ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. A ideia é criar uma situação em que seja possível treinar preventivamente os profissionais para que consigam tomar as medidas necessárias em casos de emergência com múltiplas vítimas.

Para o exercício deste ano, a BH Airport vai bloquear uma área da via sentido Belo Horizonte. Será feito um desvio alternativo para manter o fluxo de veículos e minimizar o impacto para os motoristas. Toda a ação já foi alinhada, previamente, com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG).

No simulado haverá um acidente envolvendo um caminhão, que transporta combustível, e um ônibus. Algumas pessoas, ao sair do hotel, vão atravessar a rodovia e forçar o motorista do caminhão a frear. Haverá um atropelamento e colisão do ônibus, transportando passageiros, com o caminhão.

Entre os participantes, o exercício vai contar com equipes médicas dos hospitais João XXIII, Mater Dei, Risoleta Tolentino Neves e da UPA Vespasiano, do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) de Belo Horizonte, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar Rodoviária, das Polícias Militar e Civil, da Defesa Civil e do DEER-MG. Helicópteros das instituições também participam do exercício. Para completar, também participam da atividade a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Minas Gerais.

As vítimas do acidente serão representadas por 50 alunos da escola parceira Esaer - Escola de Aviação Civil, simulando as diversas situações de traumas, o que permitirá às equipes de resposta e emergência realizar todo o treinamento, desde a triagem e os primeiros socorros até o transporte por ambulâncias e helicópteros para os hospitais envolvidos. Durante o exercício, o Corpo Voluntário de Emergência (CVE) - composto pelo grupo de voluntários capacitados em primeiros socorros para atender emergências aeroportuárias e pelo Care Team, treinados para fazer assistência humanitária - vão concluir o treinamento de uma semana com a parte prática.

O simulado é obrigatório e cumpre as determinações da RBAC 153 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A prioridade do treinamento é salvar vidas. Após o socorro de todas as vítimas, todas as medidas são adotadas para restabelecer a operacionalidade da rodovia e, indiretamente, do Aeroporto.

Para o diretor de Operações da BH Airport, Adrian Elkuch, o simulado é uma oportunidade de melhoria. "É o momento em que avaliamos os pontos fortes e fracos, bem como conseguimos nos aperfeiçoar para atuar de forma mais ágil e segura, melhorando o tempo de resposta nas emergências aeroportuárias", avalia.

Ele ressalta ainda que há voluntários que já participaram do exercício inúmeras vezes e também há pessoas que participam pela primeira vez. "Com isso, há uma transferência de conhecimento em que todos saem ganhando e aprendem a atuar em situações não previstas, coordenando os fluxos da melhor maneira possível."