Instituto CCR leva reprodução da obra do artista Julio LeParc para o Aeroporto Internacional de BH

Composto por dez telas multicoloridas, painel do ícone da arte cinética será exposto no Terminal do Aeroporto até 25 de fevereiro

Belo Horizonte, fevereiro de 2018 - Em uma inciativa do Instituto CCR, copatrocinador da grande retrospectiva de Julio Le Parc no Brasil - em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, até 25 de fevereiro de 2018 -, uma obra do artista cinético argentino será reproduzida no primeiro piso do terminal Aeroporto Internacional de BH, em Confins (MG), administrado pela concessionária BH Airport.. O painel, intitulado A Longa Marcha (1974), que ficará exposto até 25 de fevereiro, tem 16 metros de comprimento e foi instalado em área circular, contando também uma linha do tempo sobre a vida e obra dessa figura central na história da arte do século 20.

A obra é composta por um conjunto de pinturas no qual um jogo de sobreposição de cores e movimentos ganha destaque tanto pela sua continuidade, quanto pelo efeito visual que causa ao espectador, similar ao 3D. Para organizá-la, Le Parc acrescentou 14 tons encontrados na escala cromática em dez telas que, unidas, formam uma espécie de caminho, que se completa de uma peça para outra com torções, curvas e nós.

De acordo com a gestora do Instituto CCR, Marina Mattaraia, a ação faz parte do amplo programa de patrocínios e apoios via Lei Rouanet que o Instituto CCR realiza. "Incentivar a cultura e a cidadania são objetivos do Instituto CCR. Acreditamos que a obra de LeParc tem essas características e servem como suporte para aguçar esses valores nos quase 10 milhões de passageiros que transitam pelo espaço", ressaltou. 

Um dos fundadores da arte cinética nos anos 1960, com o Groupe de Recherche d'Art Visuel (Grav), Le Parc tem sido um dos artistas mais influentes da sua geração, tanto no âmbito artístico quanto político. Como ato de protesto contra o regime militar repressivo no Brasil, ele se juntou a artistas no boicote da Bienal de São Paulo em 1969 e publicou um catálogo alternativo de Contrabienal em 1971.